Feitas para vencer

Abaixo um trecho bem interessante do livro “Feitas para vencer” de Jim Collins

Quando você sabe que precisa mudar uma pessoa, aja.

No momento em que você sentir a necessidade de controlar rigidamente uma pessoa, é porque errou na contratação.

As melhores pessoas não precisam ser gerenciadas nem controladas. Orientadas, ensinadas e conduzidas sim, mas não rigidamente controladas.

Todos nós já vivenciamos ou observamos o seguinte cenário: temos uma pessoa errada no barco e sabemos disso. E no entanto esperamos, adiamos, tentamos alternativas, damos uma terceira e uma quarta chance, esperamos que a situação melhore, investimos tempo tentando gerenciar adequadamente aquela pessoa, montamos pequenos sistemas para compensar as falhas dela e por aí vai. Mas a situação não melhora.

Constantemente vemos nossa energia desviada porque pensamos naquela pessoa. Pior: todo tempo e energia que consumimos com aquela pessoa suga a energia que poderíamos estar usando para desenvolver e trabalhar com as pessoas certas. E continuamos a tropeçar pelo caminho, até a pessoa sair por sua própria vontade (para nosso grande alívio), ou então finalmente agimos (também para nosso grande alívio).

Enquanto isso, nossos melhores profissionais se perguntam : “Por que você demorou tanto para fazer isso?”

Deixar que as pessoas erradas permaneçam no posto é injusto para com todas as pessoas certas, já que elas inevitavelmente têm de compensar as inadequações das pessoas erradas. Pior ainda: pode incentivas as pessoas certas a deixar a empresa.

Os profissionais de excelente desempenho são intrinsecamente motivados pelo desempenho em si; e quando eles vêem seus esforços serem impedidos por terem de carregar peso extra, acabam se frustrando.

Esperar demais antes de agir é igualmente injusto com as pessoas que têm de sair do barco. para cada minuto que você permite que uma pessoa continue a ocupar um posto, quando você sabe que aquela pessoa não ai dar certo no final, você está roubando uma parte da vida dela – tempo que ela poderia usar para encontrar um lugar melhor para trabalhar, onde possa florescer.

Na verdade, se formos honestos conosco, o motivo principal pelo qual esperamos demais em geral tem menos a ver com preocupação com aquela pessoa, e mais a ver com nossa própria conveniência. Ela está fazendo um trabalho razoável e seria uma trabalheira substituí-la; então evitamos a questão. Ou então consideramos todo o processo de enfrentar o problema estressante e desagradável. Assim, para economizar o nosso próprio estresse e mal-estar, esperamos. E esperamos. E esperamos.

Enquanto isso, todas as melhores pessoas continuam a se perguntar: “Quando é que eles vão fazer algo em relação a isso? Por quanto tempo isso ainda vai continuar?”.

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