Forma e função na gestão

*adaptado do livro “Os ciclos de vida das organizações” (Ichak Adizes)

As pessoas de perfil empreendedor geram lucros aumentando as vendas, enquanto que as de perfil administrativo geram lucros diminuindo as despesas. O tipo empreendedor pergunta “o que mais podemos fazer?”. O tipo administrativo pergunta “o que podemos eliminar?”

O comportamento administrativo e a orientação administrativa são proveitosos (funcionais) durante a fase emergente da empresa. É hora de podar os galhos e folhas extras para se direcionar a energia que era antes difusa. Isso faz com que o enfoque passe a ser agora a “forma”, e não mais a “função”.

Como a “forma” é praticamente inexistente na organização emergente (pois é vista como desnecessária), a utilidade marginal de qualquer sistema (forma) é elevada, fazendo com que ela passe a ser ainda mais enfatizada.

Na plenitude de uma empresa é atingido o equilíbrio entre “forma” e “função”. Depois disso, o desenvolvimento da “forma” passa a ter uma utilidade cada vez menor, embora isso não impeça que ela continue se desenvolvendo.

Essa transposição da “função” pela “forma” ocorre porque a “forma”, quando introduzida pela primeira vez, aperfeiçoou a “função”, legitimando-a e tornando-a desejável.

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