O jogo do poder

Na HBR de julho/agosto (julho na edição brasileira) um ótimo artigo de Jeffrey Pfeffer sobre a influência do poder na consecução das estratégias. Abaixo algumas das barreiras mais comuns para enfrentar esse tipo de problema:

  1. Achar que o mundo é um lugar justo: Melvin Lerner foi o primeiro a chamar a atenção para a difundida crença num mundo justo – o que a psicologia social chama de “hipótese do mundo justo”. Segundo Lerner, o ser humano quer acreditar que o mundo é previsível e passível de compreensão – e, portanto, potencialmente controlável. Uma vez que se convence disso, aceita o corolário: se fizer um bom trabalho e se comportar bem, tudo dará certo.
  2. A literatura da liderança: muitos líderes que vendem sua carreira como modelo a ser imitado minimizam o jogo de poder que usaram para chegar ao topo. No ensino da liderança, vive-se dizendo que o indivíduo deve seguir o próprio norte, ser verdadeiro, mostrar seus sentimentos, ser modesto e discreto, não intimidar nem agir de forma abusiva. Isso tudo reflete o modo como gostaríamos que aqueles em posição de poder se comportassem. O mundo sem dúvida seria um lugar muito melhor se todo mundo fosse sempre autêntico, modesto, sincero e preocupado com os outros, em vez de simplesmente brigar pelos próprios interesses. Mas ninguém vai ser assim só porque queremos
  3. Frágil autoestima: muitas vezes seu pior inimigo é você mesmo, isso ocorre em parte porque as pessoas querem manter uma autoimagem positiva. Uma das principais práticas para preservar a autoestima é, paradoxalmente, colocar obstáculos em seu próprio caminho (ou desistir sem mesmo tentar). A lógica é bem simples: qualquer pessoa quer se sentir bem sobre si mesma e suas habilidades. Obviamente, toda experiência de insucesso coloca em jogo sua autoestima. Contudo, se fizer intencionalmente coisas capazes de prejudicar seu desempenho, um resultado decepcionante poderia ser dissociado de sua verdadeira capacidade. Se souberem que um teste é excelente para medir a capacidade intelectual, por exemplo, certas pessoas vão optar por não estudar a matéria relevante nem praticar, o que prejudicará seu desempenho, mas ao mesmo tempo, servirá de desculpa e eximirá sua capacidade natural.
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