Uma desculpa não é uma razão

Uma desculpa não é uma razão
*trecho extraído e adaptado do livro “O Óbvio” (James Dale)

Ninguém quer saber por que você não fez o que disse que faria – não fechou o acordo, não assinou o contrato, não despachou a mercadoria a tempo, não foi à reunião, não retornou a ligação, não respondeu ao e-mail, não realizou a inspeção, não conservou o cliente, não aumentou os lucros.

De fato, a única coisa pior do que não fazer o que você disse que faria é dar desculpas para explicar o que aconteceu… ou não aconteceu. O que quer que você diga acaba sempre soando como “meu cachorro comeu a lição de casa”.

Desculpas típicas que não funcionam:

– As que indicam pouco: poucos funcionários, pouco dinheiro, pouco estoque
– As que indicam muito: muito trabalho, muita pressão, muitas despesas
– As que indicam algo ruim: vendedores ruins, chefe ruim, cliente ruim, moral ruim, dividas ruins, impostos ruins, leis ruins
– As que indicam falta: falta de controle, falta de planejamento
– As que indicam mudança: a competição mudou, o mercado mudou, a economia mudou
– As de caráter pessoal: pneu furado, despertador quebrado, carro quebrado, agenda perdida, caneta vazando, dor de estômago/cabeça/costas
– As modernas: servidor fora do ar, vírus no computador, arquivos corrompidos, spam, impressora com problema, celular sem sinal

Nada disso é razão para não fazer o que disse que faria. Todos são apenas fatos na vida profissional. As empresas estão sempre com funcionários a mais ou a menos; as finanças são apertadas (ou deveriam ser em uma empresa bem administrada); os preços são mais altos do que os de alguns concorrentes, mais baixos que de outros; despesas têm de ser controladas, o estoque deve ser administrado, os clientes devem ser conservados.

Competição é fato; mercados mudam; a economia sobe, desce e sobe novamente. Coisas acontecem. Essas coisas podem e devem ser abordadas. Caso contrário, são desculpas para o fracasso – desculpas inaceitáveis.

Não há boas desculpas para falhas profissionais, mas existem razões. Elas não ocorrem sempre e são somente três.

– Prioridade: as vezes temos de fazer escolhas. Você tem um pequeno estoque de matéria prima e tem de escolher entre atender a um ou a outro cliente. Você vai à reunião com o chefe ou ao encontro com o cliente? Você reduz o lucro para fechar um contrato ou estabelece um preço realista e perde o contrato? Escolhe uma necessidade familiar ou uma necessidade profissional?

– Realidades de mercado: a concorrência escolhe perder dinheiro em contratos para ganhar mais mercado. A economia entra em recessão e todos sofrem. O governo altera o ambiente empresarial.

– Desastre: morte e catástrofe natural. Isso acontece, raramente, mas acontece. E não exige explicação.

Quando as coisas dão errado, trate do que houve de errado com serenidade e honestidade. As pessoas que se dão melhor não usam desculpas, elas superam problemas.

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