O papel do emocional no comportamento dos grupos

*trecho extraído e adaptado do livro “A psicologia social da organização” (Karl Weick)

Os participantes de um grupo (qualquer que seja ele) são mais persuadidos por apelos emocionais do que por apelos intelectuais, pois os sentimentos constituem os meios primários pelos quais os participantes ficam ligados entre si.

Se ordenamos as manifestações psicológicas numa hierarquia genética e sistemática, certamente colocaremos, como sua base, o sentimento (embora, naturalmente, não todos os sentimentos) e não o intelecto. O prazer e a dor, assim como alguns sentimentos instintivos que servem à preservação do indivíduo e da espécie, se desenvolveram antes de todas as operações com conceitos, julgamentos e conclusões.

Dessa forma, o desenvolvimento do intelecto, mais do que qualquer outra coisa, revela o atraso do social com relação ao nível individual, enquanto que o domínio do sentimento pode mostrar o oposto.

Quando as pessoas estão juntas parece haver algo semelhante a uma “excitação coletiva”, que não pode ser explicada pelo indivíduo ou pelo problema enfrentado. Esse fenômeno, conhecido como “facilitação social”, sustenta que, quando as pessoas estão em grupos, seu nível de excitação se eleva e tendem a apresentar, com maior freqüência, rapidez e intensidade, as repostas que estão dispostas a apresentar na situação.

Quando as pessoas se reúnem, sua disposição mais saliente (a resposta mais alta na hierarquia de resposta) é a de responder afetivamente.

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