Mudanças na forma de trabalho

De acordo com Tamara Erickson, autora de diversos livros sobre management, deve haver uma consolidação de mudanças significativas na forma como trabalhamos. As 5 principais tendências de acordo com ela são :

  1. Duas ocupações será a norma : veremos um recorde no número de pessoas que terá uma segunda fonte de renda, seja um segundo emprego ou mesmo um empreendimento paralelo ao emprego principal.
  2. Menos horas parados : o que é um “dia de trabalho” ? São 6 horas ? 8 horas ? 1/5 de uma semana? A tecnologia já permite que a maioria das pessoas trabalhe de acordo com seu próprio ritmo, e, considerando que mais e mais pessoas terão uma segunda ocupação, a quantidade de tempo que a pessoa fica “desocupada” deve diminuir ainda mais
  3. Empresas competindo pela atenção do profissional: as organizações vão competir cada vez mais pela atenção (energia) do profissional, juntamente com outras prioridades e também outros empregos. Além disso as empresas competirão contra funcionários que apenas “vão levando” suas obrigações.
  4. Arranjos diversificados de trabalho: maior flexibilidade na forma de trabalho, proporcionada pelas tecnologias, bem como uma maior aceitação dessas novas formas pela empresa.
  5. Comportamento mais “adulto” no ambiente de trabalho: uma revisão da relação entre empresa e funcionário, buscando tratar profissionais como adultos e abandonar a visão paternalista que predomina hoje. Fazer com que o próprio funcionário seja capaz de fornecer seu feedback.

Veja o artigo completo clicando aqui

Concordo com a autora em diversos pontos, especialmente no “comportamento adulto”.

Já passou da hora de tratarmos os profissionais como pessoas capazes e autônomas, responsáveis pelos seus objetivos e sem a necessidade de uma cobrança constante. Recomendo especialmente 2 livros que tratam sobre esse assunto em maior profundidade :

Liderando com metas flexíveis - Niels Pflaeging

Liderando com metas flexíveis - Niels Pflaeging

O lado humano da empresa - Douglas McGregor

O lado humano da empresa - Douglas McGregor

Melhores livros de 2009

Melhores livros de 2009

Melhores livros de 2009

Melhores livros que li em 2009 (sem ordem específica)

  • Outliers / Malcolm Gladwell
  • O relojoeiro cego / Richard Dawkins
  • O óbvio / James Dale
  • Against the gods / Peter Bernstein
  • Ahead of the curve / Philip Delves Broughton
  • The dumbest generation / Mark Bauerlein
  • The effective executive / Peter Drucker
  • A sense of urgency / John Kotter
  • Myths of innovation / Scott Berkun
  • Liderando com metas flexíveis / Niels Pflaeging
  • O lado humano da empresa / Douglas McGregor
  • The daily Drucker / Peter Drucker & Joseph Maciariello

O lado humano da empresa

O lado humano da empresa

O lado humano da empresa

Escrito na década de 60 o livro de Douglas McGregor, do MIT, não poderia ser mais atual: trata dos desafios da gestão ao lidar com uma sociedade que passa de uma cultura industrial, baseada no comando e controle, para uma situação onde dependemos cada vez mais do comprometimento, entusiasmo e dedicação dos profissionais nas empresas.

Abaixo algumas das idéias mais importantes que o autor aborda :

  • Qualquer decisão administrativa tem conseqüências comportamentais. O sucesso de uma administração depende – não exclusivamente – da capacidade de prever e controlar o comportamento humano
  • É impossível chegar a uma decisão administrativa ou agir administrativamente sem ser influenciado por suposições, quer sejam adequadas ou não. A prática comum de agir sem exame explícito das pressuposições teóricas leva, às vezes, a incoerências flagrantes no comportamento administrativo.
  • O comportamento humano é previsível, mas, como nas ciências físicas, a previsão exata depende da correção das pressuposições teóricas que a fundamentam
  • Direção e controle têm um valor limitado para motivar pessoas cujas necessidades importantes são sociais e egoísticas. As pessoas, quando privadas de oportunidades para satisfazer, no trabalho, as necessidades que lhes são mais importantes, comportam-se com indolência, passividade, má vontade em aceitar responsabilidade, resistência à mudança, tendência a aderir aos demagogos, exigências exageradas de benefícios econômicos.