Reflexões sobre o fantástico mundo dos negócios

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Principais conceitos de gestão em livros

Quer aprender os principais conceitos do mundo dos negócios em poucos e bons livros? Na lista a seguir coloquei alguns dos títulos que li ao longo dos anos e com os quais aprendi diversas coisas que utilizo diariamente.

O resumo dos livros foi retirado do site das livrarias (Submarino e Cultura), mas no blog você encontra resumos e trechos de quase todos eles (utilize os links das tags ao lado).

Para comprar esses 6 livros novos (na Cultura) você vai gastar algo em torno de R$ 370,00. Uma opção é comprar os livros semi-novos no site Estante Virtual.

Boa leitura!

O gerente eficaz / Peter Drucker

A principal proposta deste livro é demonstrar que a eficácia pode ser aprendida. Discernimento só se torna eficácia através de árdua trabalho sistemático. Inteligência, imaginação e conhecimento são qualidades essenciais, mas somente a eficácia poderá convertê-las em resultados; por si mesmas, elas apenas estabelecem limites para o que pode ser obtido. A eficácia, afirma o autor, é um hábito, isto é, um complexo de normas práticas.

Paixao por vencer / Jack Welch
“Análise simples e abrangente de como alcançar o sucesso nos negócios – para todos, desde recém-formados até CEOs”. – Bill Gates, chairman, Microsoft Corporation O CEO nº 1 do mundo fala sobre gestão Paixão por Vencer oferece respostas para as perguntas mais desafiadoras com que as pessoas se defrontam no trabalho e fora do trabalho. O objetivo de Welch é dirigir-se a leitores em todos os níveis das organizações. Seu público abrange trabalhadores de fábrica, estudantes universitários e MBAs, gerentes de projetos e executivos seniores. Welch descreve seus princípios básicos em negócios e dedica quase todo o livro ao que realmente importa no trabalho – como liderar, como contratar e como progredir. Seu propósito é ajudar todas as pessoas apaixonadas pelo sucesso.

A ciência da gestão / Clemente Nóbrega
Clemente Nobrega explica as leis da dinâmica da gestão empresarial e define uma moldura gerencial com base científica, utilizando exemplos atuais do mundo dos negócios e, desse modo, construindo passo a passo a idéia de gestão como ciência – capaz de produzir resultados com mais chances de sucesso.

Feitas para durar / Jim Collins
Segundo Collins, o livro não é sobre líderes visionários e carismáticos. “Não trata de conceitos de produtos visionários nem de intuições visionárias com respeito ao mercado. Feitas para durar trata de algo muito mais importante, duradouro e substancial: as empresas visionárias. Elas são instituições líderes em seus setores, muito admiradas pelas outras empresas da área e com um longo registro de impactos significativos sobre o mundo à sua volta.” Por que empresas como a Procter e Gamble, Johnson & Johnson, GE, Citicorp e Philip Morris se tornaram líderes, passando à frente de rivais como Colgate, Bristol-Myers, Squibb, Westinghouse, Chase Manhattan e RJR Nabisco? O livro dá a resposta e mostra que o desempenho delas vem sendo 15 vezes superior ao da média do mercado acionário desde 1926.

A origem das marcas / Al Ries
Nesta obra, os autores aplicam ao processo de branding a idéia revolucionária de Charles Darwin sobre evolução. O resultado é uma estratégia diferenciada para criar produtos inovadores, construir uma marca bem-sucedida e, assim, alcançar o sucesso corporativo. Os autores explicam como certas mudanças nas condições do mercado criam infindáveis oportunidades para se construir novas marcas e prosperar. Mas essas oportunidades não estão onde a maioria das pessoas e das companhias procuram, isto é, na convergência de categorias existentes como televisão e computador, telefone celular e Internet. As oportunidades estão na direção oposta – na divergência. Segundo a dedução de Darwin de que novas espécies surgem da divergência de uma espécie existente, Al e Laura Ries traçam uma estratégia eficaz para criar e levar ao mercado uma marca eficiente.

O óbvio / James Dale
O mundo dos negócios parece muito complicado para quem está de fora. Muita gente pensa que basta uma excelente formação teórica para atingir o sucesso. Em ‘O óbvio – Tudo que você precisa saber nos negócios’, James Dale mostra que o segredo do sucesso está em reconhecer e aplicar as mensagens claras, frutos do bom senso, intrínsecas ao cotidiano, e que poucas pessoas são capazes de valorizar.

Feitas para vencer

Abaixo um trecho bem interessante do livro “Feitas para vencer” de Jim Collins

Quando você sabe que precisa mudar uma pessoa, aja.

No momento em que você sentir a necessidade de controlar rigidamente uma pessoa, é porque errou na contratação.

As melhores pessoas não precisam ser gerenciadas nem controladas. Orientadas, ensinadas e conduzidas sim, mas não rigidamente controladas.

Todos nós já vivenciamos ou observamos o seguinte cenário: temos uma pessoa errada no barco e sabemos disso. E no entanto esperamos, adiamos, tentamos alternativas, damos uma terceira e uma quarta chance, esperamos que a situação melhore, investimos tempo tentando gerenciar adequadamente aquela pessoa, montamos pequenos sistemas para compensar as falhas dela e por aí vai. Mas a situação não melhora.

Constantemente vemos nossa energia desviada porque pensamos naquela pessoa. Pior: todo tempo e energia que consumimos com aquela pessoa suga a energia que poderíamos estar usando para desenvolver e trabalhar com as pessoas certas. E continuamos a tropeçar pelo caminho, até a pessoa sair por sua própria vontade (para nosso grande alívio), ou então finalmente agimos (também para nosso grande alívio).

Enquanto isso, nossos melhores profissionais se perguntam : “Por que você demorou tanto para fazer isso?”

Deixar que as pessoas erradas permaneçam no posto é injusto para com todas as pessoas certas, já que elas inevitavelmente têm de compensar as inadequações das pessoas erradas. Pior ainda: pode incentivas as pessoas certas a deixar a empresa.

Os profissionais de excelente desempenho são intrinsecamente motivados pelo desempenho em si; e quando eles vêem seus esforços serem impedidos por terem de carregar peso extra, acabam se frustrando.

Esperar demais antes de agir é igualmente injusto com as pessoas que têm de sair do barco. para cada minuto que você permite que uma pessoa continue a ocupar um posto, quando você sabe que aquela pessoa não ai dar certo no final, você está roubando uma parte da vida dela – tempo que ela poderia usar para encontrar um lugar melhor para trabalhar, onde possa florescer.

Na verdade, se formos honestos conosco, o motivo principal pelo qual esperamos demais em geral tem menos a ver com preocupação com aquela pessoa, e mais a ver com nossa própria conveniência. Ela está fazendo um trabalho razoável e seria uma trabalheira substituí-la; então evitamos a questão. Ou então consideramos todo o processo de enfrentar o problema estressante e desagradável. Assim, para economizar o nosso próprio estresse e mal-estar, esperamos. E esperamos. E esperamos.

Enquanto isso, todas as melhores pessoas continuam a se perguntar: “Quando é que eles vão fazer algo em relação a isso? Por quanto tempo isso ainda vai continuar?”.

Feitas para durar

Considerado por alguns como a bíblia da administração, e por outros como apenas “mais do mesmo”, o livro “Feitas para Durar” de Jim Collins e Jerry Porras, publicado originalmente em 1994, sempre provocou muita discussão.

Egos e ideologias à parte, é fato que o livro traz algumas boas idéias, varias das quais já incorporadas nas teorias de gestão atuais, mas que valem ser relembradas. Na minha opinião, são elas:

  • Não existe um conjunto “correto” de valores para ser uma empresa visionária. O crucial não é o conteúdo da ideologia que guia a empresa, mas sim o quanto ela acredita nela e a maneira como vive, respira e expressa com consistência em tudo aquilo que faz.
  • Empresas visionárias não são um ótimo lugar para se trabalhar. Aqueles que se ajustam com a ideologia central e padrões exigentes irão considerá-la um ótimo lugar. Ou a pessoa se dá bem ou é demitida, não há meio termo, é uma situação binária, quase uma religião. As empresas visionárias tem tanta certeza daquilo que representam e das suas metas que simplesmente não tem espaço para pessoas com má vontade ou incapacidade de se encaixar nos seus padrões rígidos.
  • Não devemos enxergar a empresa como um meio para os seus produtos, mas sim os seus produtos como um meio para a empresa. A maior criação de Bill Hewlett e Dave Packar não foram os produtos, mas sim a empresa HP e sua filosofia. Produtos e serviços, por mais visionários que sejam, tornam-se obsoletos; uma empresa não deve jamais se tornar obsoleta.
  • A lucratividade é uma condição indispensável para a sobrevivência, e um meio importante para atingir objetivos, mas não deve ser o objetivo em si.
  • Uma forma de descobrir a ideologia (valores centrais+objetivos) de sua empresa é fazer a seguinte pergunta: “Por que nós simplesmente não fechamos esta organização, pegamos o dinheiro e vendemos todos os bens?”. Tente obter uma resposta que seja válida hoje e por vários anos.
  • Não confundir ideologia com estratégia, cultura, operações ou política. Com o tempo a estratégia deve mudar, a cultura irá mudar, as operações podem mudar; a única coisa que não pode mudar é a ideologia. Isso se a empresa quiser ser uma visionária.
  • Intenções são uma coisa boa, mas é a transformação destas intenções em itens concretos que faz a diferença entre uma empresa visionária ou ficar querendo para sempre.
  • Uma empresa visionária nunca se pergunta “como estamos nos saindo” ou “como podemos acompanhar a concorrência?”. Elas se perguntam “como poderemos nos sair melhor amanhã do que nos saímos hoje?”. Isso é um estilo de vida, o desempenho excepcional não é uma meta, mas um subproduto de um ciclo interminável de auto-estimulo. Não há linha de chegada, nunca se consegue algo definitivo, não há um ponto em que elas sentem que podem relaxar e continuar progredindo sem esforço. Para uma empresa ser e continuar sendo visionária ela precisa ter muita disciplina, trabalhar duro e ter uma aversão visceral por qualquer tendência para a satisfação consigo mesma.
  • O conforto não é o objetivo de uma empresa visionária; de fato elas buscam criar o desconforto, anular a complacência e estimular mudanças e melhorias antes que o mundo as exija. Contentamento leva à complacência, que por sua vez leva à decadência.
  • Não existem práticas boas ou ruins, o que existem são práticas adequadas aos objetivos de uma empresa.
  • Ser uma empresa visionária depende de uma continuidade. A única maneira de fazer isso é através de um compromisso de longo prazo.