Você já verificou suas premissas hoje?

ImagemOrganizações surgem e são gerenciadas com base em premissas, que nada mais são que suposições que ela faz com relação a diversos assuntos presentes no cotidiano empresarial, entre elas, a de que seu produto é desejado pelo mercado, quais características o produto deve ter, qual deve ser o preço do produto, como ele deve ser comercializado, como deve ser entregue, como deve ser o pós-venda, como seus funcionários devem ser contratados, treinados, remunerados, promovidos e uma infinidade de outras questões. 

Uma premissa nada mais é que o ponto inicial a partir do qual, após ter se mostrado válida, é possível construir um raciocínio mais elaborado, uma teoria que permita à organização ter uma compreensão mais detalhada do mercado onde atua e da forma como ela deve ser gerenciada. O problema é que grande parte das organizações tratam suas premissas como sendo algo que deve ser protegido com unhas e dentes, verdades absolutas, irrefutáveis e inquestionáveis.

As premissas sobre as quais uma organização constrói seu modelo de negócio tem um prazo de validade muito curto, especialmente no contexto atual, e se a organização tem planos de sobreviver no logo prazo ela precisa estar disposta a questionar suas suposições periodicamente, examinar se elas realmente fazem sentido, descartar aquilo que se mostrou falho, criar novas hipóteses, testá-las e repetir todo o ciclo novamente e incansavelmente.

Aquelas organizações que falham em fazer isso muitas vezes se deparam com paradoxos, contradições que fazem com que ela não obtenha os resultados que espera, ou então os obtenha a um custo muito elevado, tudo isso porque elas estão operando sobre premissas que já não são mais válidas, premissas de um mundo que não existe mais.

Para essas organizações fica um recado dado por Ayn Rand em sua obra prima “A revolta de Atlas” de 1957 :

“Contradições não existem. Quando você pensar que encontrou uma contradição, verifique suas premissas, um dos dois certamente está errado.”

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Qual é o seu problema?

ImagemTodas as organizações possuem problemas a serem resolvidos sendo que a única coisa que as diferencia é o número e a complexidade dos mesmos.

A grande questão com relação aos problemas não é tanto encontrar respostas ou soluções, mas sim definir exatamente qual é o problema, qual é a questão, o que é que efetivamente precisa ser respondido ou resolvido.

Grande parte das organizações fazem o inverso do que seria considerado racional: elaboram uma solução para algo que eles acreditam ser o problema sem antes conduzir uma análise criteriosa e quando as coisas não saem conforme esperado acabam culpando a efetividade da solução proposta e nunca o processo de diagnóstico que foi utilizado de forma incorreta. É o famoso caso da solução em busca de um problema.

Charles Kettering, inventor americano, foi muito feliz em sua colocação quando disse que “um problema bem definido é um problema praticamente resolvido”. A definição clara do problema acaba muitas vezes por indicar o caminho das prováveis soluções bem como confere aos envolvidos uma compreensão mais abrangente do assunto em questão.

Quando sua organização se defrontar com um problema resista ao impulso de propor uma solução de imediato e reflita algum tempo antes de tentar resolvê-lo. Pergunte-se antes “por que isso é um problema ?” ou então “o que faríamos se isso não pudesse ser resolvido ou alterado ?”. As respostas vão indicar caminhos para diferentes soluções que você nunca imaginou antes.