Líderes imaturos

*trecho extraído e adaptado do livro “The way we are working isn’t working” de Tony Schwartz.

O desenvolvimento emocional sadio de uma pessoa diz respeito à habilidade de mover-se livremente entre “autonomia” e “dependência” com relação às demais pessoas. Quando se tem pouco encorajamento, amor e proteção – no trabalho ou fora dele – as pessoas sentem-se  inseguras, desprotegidas, temerosas e despreparadas para trabalhar de forma adequada. Paradoxalmente o narcisismo é uma das formas de defender-se do sentimento de inadequação e uma das formas de defender-se desse sentimento é exagerar com relação ao real valor de si mesmo.

Dois comportamentos são típicos entre líderes e gestores que não tem suas necessidades emocionais satisfeitas. O primeiro é o hábito de chamar a atenção para o seu próprio valor, exercendo arbitrariamente seu poder. As manifestações mais comuns desse tipo de comportamento são a necessidade de controle, incapacidade de ouvir os outros, falta de paciência e uma imagem distorcia de si.

Enquanto esses líderes não estiverem dispostos a olhar para si – e reconhecer seus medos e suas deficiências – eles não poderão crescer ou mudar. As pessoas que eles lideram ou gerenciam também pagam um preço alto.

O segundo hábito desses líderes é a necessidade de diminuir os outros para sentirem-se bem consigo mesmos. Isso normalmente ocorre sob a forma de críticas relativas àqueles que eles gerenciam e, de forma mais sutil, a ausência de qualquer forma de feedback positivo.

Em ambos os casos o resultado desse comportamento é claro: quanto menos valorizadas e reconhecidas as pessoas se sentem, menos elas serão comprometidas e menos leais elas serão com a empresa.